
A VOCAÇÃO DE ABRAÇAR O BEM
Faixa etária: Ideal para catequizandos com mais de 12 anos devido o caça-palavras que é um pouco mais difícil. Mas pode ser adaptado para crianças de menos idade, porém, sugerimos um caça palavras menor ou outra dinâmica que se encaixe ao tema.
Acolhida: (Prepare o ambiente para receber os catequizandos nesse mês vocacional, velas, imagem do santo padroeiro, uma música animada sobre vocação, use sua criatividade).
Estamos reunidos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo!
📖 Evangelho de Mateus 25, 14-30
Parábola dos Talentos (resumo adaptado)
“O Reino dos Céus é como um homem que, ao sair de viagem, chamou seus servos e lhes confiou seus bens.
A um deu cinco talentos, a outro dois, e ao terceiro um — a cada qual conforme sua capacidade — e partiu.
O que recebeu cinco talentos saiu logo, trabalhou com eles e ganhou outros cinco.
Do mesmo modo, o que recebeu dois ganhou outros dois.
Mas o que havia recebido um só talento foi cavar um buraco na terra e escondeu o dinheiro do seu senhor.
Após muito tempo, o senhor voltou e acertou contas com eles.
Os dois primeiros foram elogiados: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Foste fiel no pouco, eu te confiarei mais. Vem participar da alegria do teu senhor.’
Mas o terceiro disse: ‘Senhor, eu sabia que és um homem severo, por isso escondi teu talento. Aqui está o que é teu.’
O senhor respondeu: ‘Servo mau e preguiçoso! Devias ter investido meu dinheiro. Tirai-lhe o talento e dai ao que tem dez.’
Pois a todo aquele que tem, mais será dado. Mas ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.”
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Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro, a fim de mantê-lo cativo em casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto às galinhas. Cresceu como uma galinha.
Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista: “Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia”.
“De fato”, disse o homem. “É uma águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais águia. É uma galinha como as outras.”
“Não”, retrucou o naturalista. “Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.”
“Não”, insistiu o camponês. “Ela virou galinha e jamais voará como águia.”
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e, desafiando-a, disse: “Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!”.
A águia ficou sentada sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
O camponês comentou. “Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!”.
“Não”, tornou a insistir o naturalista. “Ela é uma águia. E uma águia sempre será uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.”
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe: “Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!”.
Mas, quando a águia viu lá embaixo as galinhas ciscando o chão, pulou e foi parar junto delas.
O camponês sorriu e voltou à carga: “Eu havia lhe dito, ela virou galinha!”.
“Não”, respondeu firmemente o naturalista. “Ela é águia e possui sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.”
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a água, levaram-na para o alto de uma montanha. O sol estava nascendo e dourava os picos das montanhas.
O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe: “Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!”.
A águia olhou ao redor. Tremia, como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então, o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, de sorte que seus olhos pudessem se encher de claridade e ganhar as dimensões do vasto horizonte.
Foi quando ela abriu suas potentes asas. Ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto e a voar cada vez mais para o alto. Voou. E nunca mais retornou.
(BAIXAR PDF NO BOTÃO ACIMA, PARA VER O CONTEÚDO COMPLETO)
A galinha é uma ave que não voa. O máximo que ela consegue é realizar pequenos voos de um lugar para outro. Possui asas menores em relação ao corpo e músculos peitorais mais pesados, o que dificulta a decolagem e a sustentação em voos prolongados. Além disso, a domesticação e a criação seletiva para fins de produção de carne resultaram em corpos maiores e mais pesados, tornando o voo ainda mais difícil. Ou seja, no processo evolutivo, perdeu a capacidade de voar.
Já a águia possui diversas capacidades notáveis, incluindo uma visão poderosa, habilidades de voo impressionantes e técnicas de caça precisas. Ela é conhecida por sua visão aguçada, que lhe permite detectar presas a longas distâncias, e por sua capacidade de voar a grandes altitudes, planando por longos períodos usando correntes de ar. Além disso, é uma predadora eficiente, com garras poderosas e bico forte que a auxiliam na captura e abate de suas presas. A águia é símbolo de força, liberdade e nobreza.
Vamos refletir juntos: (cada um fala um pouquinho o que entendeu sobre o texto e o significado do caça-palavras.
Oração:
Senhor, meu Deus,
em meio a tantas vozes e caminhos,
eu desejo ouvir a Tua voz.
Tu me criaste com amor e me chamaste pelo nome.
Tens um plano para minha vida,
e eu quero aprender a dizer sim.
Mas nem sempre é fácil discernir.
Às vezes, o medo fala mais alto,
a dúvida me confunde,
e o conforto me impede de avançar.
Por isso, te peço: envia o teu Espírito Santo!
Que Ele seja luz para minha mente e fogo para meu coração.
Que me ajude a reconhecer a tua vontade,
e me fortaleça para escolher o bem, mesmo quando for difícil.
Quero responder com generosidade,
com coragem, com fé.
Quero viver minha vocação de batizado (a),
seja ela qual for: no serviço, no amor, na entrega,
na missão de tornar o mundo mais cheio de Ti.
Senhor, dá-me olhos de águia,
para enxergar além das aparências.
Dá-me coração disponível,
para voar nas asas da tua vontade.
Amém.
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🕊️ Sobre o Evangelho
• Vocação é dom confiado por Deus: cada talento representa dons, habilidades, oportunidades e até chamados específicos.
• O Senhor espera que esses dons sejam multiplicados, usados para o bem, para a missão e para a construção do Reino.
• O medo e a insegurança não podem ser desculpas para enterrar o chamado: somos chamados a voar, não a nos esconder.
• O discernimento verdadeiro nos leva à coragem de agir, escolher o bem e responder com generosidade ao chamado divino.
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🕊️ Sobre o texto e o jogo
Deus não nos criou para ciscar migalhas como se fôssemos galinhas. Ele nos criou para sermos como águias: livres para voar até o mais alto do céu. Somos humanos e limitados, mas, pela graça do Espírito Santo, podemos alcançar a verdadeira liberdade, descobrir quem somos, abrir as asas e a visão para voar e enxergar além de tudo o que o mundo nos mostra. Enxergar o quanto a vida pode ser bonita e o quanto nossas atitudes e decisões podem fazer a diferença no mundo.
Tomar a decisão de assumir nossa missão de batizados e praticar o bem pode ser bem mais difícil do que encontrar as palavras em um caça-palavras. As boas escolhas estão no meio de muitas outras decisões que podem ser muito erradas. Volte ao caça-palavras e observe: à primeira vista, tudo parece muito igual, mas vai se esclarecendo conforme procuramos uma sequência de letras que faça sentido. A vida é assim, um emaranhado de letras e, por isso, precisamos da graça do discernimento — de olhos de águia — para não errar o alvo. Oremos, pedindo a Deus a graça do discernimento!