

A primeira vez que ouvi falar de processo catecumenal foi dessa forma: a coordenação diocesana organizou uma formação de algumas horas e determinou que todas as paróquias no prazo de seis meses colocassem um monte de coisas novas para funcionar: querigma, catecumenato, iluminação-purificação, mistagogia, escrutínio, exorcismos, entregas, ritos, admissão, eleição, tempos, etapas… Todos ficaram muito confusos, desde os párocos até as famílias dos catequizandos.
Somente com o passar dos anos tudo isso foi ficando mais ou menos claro.
Começar algo novo pode ser algo difícil ou fácil, tudo vai depender de como você se preparou para isso. Ao iniciar uma viagem, se você organiza o roteiro, a mala e as coisas de que vai precisar, há mais chances dessa viagem ser prazerosa. Mas se você não planeja os detalhes, uma experiência boa pode se tornar cansativa.
Para evitar isso e para que ninguém comece a conhecer o processo catecumenal com uma má impressão, é preciso seguir os seguintes passos:
Não é um processo fácil, mas que dá frutos permanentes. No fim das contas é preciso coragem para mudar a catequese que atualmente está por aí. Nossa catequese não tem conseguido evangelizar as últimas gerações e a prova são as nossas igrejas cada vez mais vazias, com algumas exceções. A fé precisa fazer sentido para os catequizandos e precisa fazer a diferença na forma como eles veem o mundo. Os processos de catequese que usamos atualmente não preparam as pessoas para uma vida em Cristo. Não se trata de encontrar culpados, mas sim de observar que todo o esforço feito nas últimas décadas não alcançou resultados satisfatórios na evangelização. Diante disso, não podemos continuar na acomodação, como se nada tivesse acontecendo. Mudar a cultura catequética pode dar algum trabalho, mas é algo saudável. Então, catequista, não se esqueça que toda conquista começa na decisão de tentar.
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