
Se eu lhe perguntasse quais são seus pontos fracos e seus pontos fortes, você conseguiria dar uma resposta bem clara? Pode não parecer, mas em geral, as pessoas possuem grande dificuldade em olhar para suas personalidades com clareza. Isso ocorre por vários motivos:
Talvez porque não temos o hábito de pensar nessas questões;
Talvez porque temos uma autoimagem bem diferente da realidade, ou;
Talvez porque temos medo de olhar para nossos erros.
Mas o que é habilidade e o que é competência? São a mesma coisa? Na verdade, são diferentes. Habilidade é o saber ser catequista. Competência é ser catequista da melhor forma possível. Um exemplo de habilidade é a capacidade de se relacionar bem com as outras pessoas. Um exemplo de competência é usar essa habilidade de fato. Ou seja, habilidade é um conjunto de qualidades e competência é quando usamos essas qualidades na missão. A habilidade é a lâmpada. E a competência é acender a lâmpada.
E para ser catequista é preciso pensar sobre isso? Sim, sem sombra de dúvida! Quem assume a missão de ser catequista precisa se lembrar de que a primeira imagem de Deus que muitas pessoas terão, é a de sua ou de seu catequista. Então precisamos tentar com sinceridade sermos pessoas melhores, pois Jesus merece o melhor de nós.
Olhar para nossa personalidade nos ajuda a desenvolver os dons que o Espírito Divino semeou em nossas almas. E também ajuda a corrigir defeitos que temos. Qualquer processo de conversão, por mais simples que seja, começa com um olhar sobre quem somos.
Então catequista precisa desenvolver suas habilidades e competências? Com certeza! Você deve ter reparado na imagem que ilustra este texto. Muitas vezes, quando estou em missão nas Dioceses, mostro essa ilustração. Ela retrata o que seriam três pessoas que não estudaram, mas compraram o diploma de medicina. Trata-se de um exemplo. Ao mostrar a imagem e contar que possuem o diploma, isto é, o título, mas não sabem ser médicos de verdade, pergunto às pessoas quem aceitaria se consultar com algum deles. Até ofereço prêmios aos participantes, mas ninguém aceita. O motivo é claro: ninguém confiaria sua vida a uma pessoa que não se preparou para cuidar dela.
Que tal fazer a mesma comparação com a nossa missão de catequistas? Quem abraça a missão de ser catequista, a exemplo das médicas e médicos, abraça a missão de salvar vidas. Mais ainda: salvar almas. Não basta o título “catequista” se não buscamos a nossa formação para sermos catequistas.
Por isso te convido a pensar quais são as tuas habilidades e competências. Faça uma lista com elas, inclusive as que você ainda não possui. Leia essa lista de competências todos os dias. Agradeça a Deus por elas. Elas salvam vidas. Salvam almas. Uso às vezes a frase: “seja no mundo o sorriso de Deus” quando assino livros para vocês. Somos sim o sorriso, os olhos, o encanto de Deus para todos aqueles que cruzarem nosso caminho.
Nossas palavras, nosso comportamento, nosso testemunho tem o poder de gerar vida ou gerar morte. Por isso exercemos a nossa maternidade e paternidade espiritual: geramos os filhos e filhas de Deus pela nossa missão. Geramos almas para o Céu. Geramos a vitalidade da Igreja.
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