
IRMÃO NERY, religioso lassalista, um dos nossos maiores #catequetas, tem grande amor pelos catequistas do País e definiu em três pontos claros e diretos quais são os maiores desafios enfrentados por quem abraçou esta vocação.
#Primeiro: Percebo que ser catequista no Brasil é um milagre, pois é uma questão de puro Sim ao chamado do Espírito Santo, pura dedicação, puro heroísmo….Ao longo de meus muitos anos dedicados à catequese, tenho visto que ser catequista é algo inexplicável em nossa Igreja, portanto, é ação direta do Espírito Santo. A maioria dos catequistas (das catequistas, devido à quantidade de mulheres na Catequese), não tem um razoável apoio das famílias, dos párocos e das Comunidades Eclesiais. Atuam com dedicação, mas sem os subsídios necessários (Bíblias, manuais, CDs, DVDs, etc.). E não contam com ajuda financeira para participação em encontros, cursos e assembleias e nem para assinatura de revista ou compra de livros básicos. Há uma impressionante profetismo e gratuidade no serviço.
#Segundo: A boa vontade e a dedicação suprem muitas carências. É evidente a falta de investimento das Comunidades na formação inicial e permanente dos catequistas. Cresceu muito no Brasil a oferta de cursos para catequistas, e até já temos “Pós-graduação em Pedagogia Catequética”, o que requer previamente um Curso Universitário. Mas a maioria dos catequistas não tem este requisito ou não tem como financiar estes cursos e outros com menos exigências acadêmicas.
#Terceiro: Uma boa parte dos catequistas vive uma forte tensão entre a “catequese tradicional de preparação aos sacramentos ou catequese de iniciação cristã” (que ainda predomina entre nós) e a insistente proposta da “Catequese de Iniciação à Vida Cristã” (para formar discípulos missionários), inspirada no Catecumenato dos começos do cristianismo” (cf. Estudos da CNBB n. 97). E outra tensão grande é gerada pela dificuldade de envolver toda a comunidade no processo catequético, o que faz os catequistas assumirem muitas outras tarefas e uma responsabilidade que não seria apenas da catequese…
Inclino-me reverente diante desta imensa multidão de catequistas no Brasil (mais de 600 mil catequistas!). Parabenizo-os (as), e peço ao Divino Espírito Santo que eles (elas) possam contar, como toda a Igreja, afinal, com seu divino impulso para a “conversão pessoal” e a “conversão pastoral”, que beneficiarão significativamente a qualidade de nosso amor, de nosso testemunho, de nossa criatividade e de nossa missão. Amém!”
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